Por motivos de mudanças e pesquisas o presente autor está em débito de escrever para este blog. Entretanto estou em uma fase de mudanças e de releituras a fim de trazer conhecimento e revelações pois estou praticando um cristianismo esotérico, que se utiliza de conhecimentos que embasaram as práticas do Mestre Jesus nos caminhos para a iluminação.
Mas irá continuar os estudos comparados de religiões a fim de trazer maiores esclarecimentos para o honrado leitor entrar na senda da sabedoria exposta pelos Grandes Mestres da Sabedoria.
Mas o presente autor esta passando por um hiato de idéias, um vazio de criatividade, que estagna-me na produção de textos.
Prometo que vou me esforçar para nutrir este blog.
Este blog tem o objetivo de armazenar os comentários, contos e artigos referentes ao Budismo, ao Cristianismo Esotérico e ao Estudo Comparado das Religiões, utilizando a linguagem da História, Filosofia e da linguagem jornalistica como forma de colaborar com o processo civilizatório.
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
sábado, 2 de março de 2019
Novos rumos
Em virtude de mudanças na minha vida o presente autor postará neste blog religiões comparadas. Pois, deixei de ser budista para me tornar um católico liberal.
Mas o farei com a liberdade de pensamento e o uso de comparação religiosa a fim de tornar o blog mais livre e cheio de sabedoria. Usarei tanto o budismo como o taoismo e o cristianismo esotérico como ferramentas para a comunicação e o saber.
😌
Mas o farei com a liberdade de pensamento e o uso de comparação religiosa a fim de tornar o blog mais livre e cheio de sabedoria. Usarei tanto o budismo como o taoismo e o cristianismo esotérico como ferramentas para a comunicação e o saber.
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Compreendendo o Politeísmo.
Quando dialogamos com as pessoas sobre o politeísmo, tanto dos povos antigos como nas demais crenças atuais, as expressões manifestadas são de incompreensão, intolerância, anacrônias e escárnios.
O politeísmo, significa Poli – muitos, Theos – Deus e Inteligência, e ismo, sufixo que designa engajamento. Desta forma se faz entender a manifestação de seres mais elevados espiritualmente e energeticamente que os humanos e que são reverenciados, admirados e louvados pelos segundos. Embora, esses seres divinos ainda estejam presos a suas Rodas de Samsara e sofrerem a ação do Karma acumulado por eles.


Compreender os outros e respeitar suas crenças, seus caminhos e suas formas de serem e estarem no mundo é um dever nosso e um exercício de alteridade. Assim como compreender e aceitar a manifestação de divindades que se inserem em uma harmonia cósmica, natural e mental, que nos emprestam ou doam suas energias a fim de realizarem o funcionamento sútil do mundo como o conhecemos.
Podemos classificar o politeísmo como:
- · DEÍSMO: Os deuses presentes na Natureza, considerados como Deuses Completos, que exercem suas funções planetárias e cósmicas. Chamados pelos japoneses de Kami (uma denominação shintoísta para a essência divina em todas as coisas da natureza). Tal princípio eram defendido pelos filósofos Giordano Bruno e Baruch Espinosa.
- · TEÍSMO: Os deuses para além da Natureza, alguns são considerados como Deuses Mentais e outros como Deuses Completos, cujas funções são de padroeiros, influenciadores e guardiões, cujos poderes se manifestam nas ações e sentimentos humanos. Sócrates chamava o Deus pessoal de cada pessoa de Daemon, um princípio imanente de chama divina dentro da pessoa.
Quando abordamos o assunto sobre “Deuses” em culturas, sejam elas antigas ou atuais ou interpretações Jungianas somos vistos com maus olhos e como consequência somos rechaçados. Em virtude da ausência de compreensão, do fanatismo e do ódio as idéias e ao diferente e da imposição do monoteísmo na sociedade.

Desta forma não devemos impor nossas ideias mas aceitar e nos enxergarmos nos outros e nos inspirarmos em suas virtudes e vidas morais, pois idéias são imortais e atemporais.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
quinta-feira, 19 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Religião e Família: escolhas e aceitações. Ou diálogos (quase) secreto com os jovens.
Encontro do presente colunista com um grupo de jovens e seu tutor, para falar sobre família e liberdade religiosa.
Em um encontro com um grupo de jovens e seu tutor, ocorreu um dialogo informal relacionado aos artigos escritos no site Gosto de Ler e algumas dúvidas. Este encontro ocorreu no Centro do Rio de Janeiro. Contudo neste presente artigo não apresentaremos os nomes dos participantes, mas diremos seus sobrenomes, com exceção de J.S.G., que solicitou que não o identificasse em virtude dos acontecimentos recente de perseguição religiosa.
O presente autor esperou os jovens e seu preceptor, em lugar público no Centro da capital fluminense. Ao chegarem ocorreu cumprimentos mútuos. Os jovens iniciaram o dialogo.
J.S.G. - “Saudações professor Roberto! Trouxe meus jovens amigos para debatermos contigo sobre questões religiosas.”
Cardoso – “Nós lemos o seus artigos no Gosto de ler e gostamos do que o senhor escreve.”
Roberto Bastos – “Primeiro eu agradeço esta oportunidade de dialogar convosco.”
Magalhães e Carvalho - “Obrigado, por ter vindo, também!”
Roberto Bastos – “Achei interessante a iniciativa de vocês em travar um dialogo comigo, vocês vieram de um lugar distante.”
Cardoso – “Não professor. Viemos de lugares diferentes, mas não tão distante assim.”
Almeida - “Nós queremos saber do senhor sobre as questões das escolhas religiosas que uma pessoa faz e sobre as posições contrarias da família.”
J.S.G. - “Nós percebemos, que em seus artigos mais recentes o senhor defendeu a Wicca e o ateísmo e, ainda se posicionou contra o proselitismo”
Carvalho - “O senhor também fez comparações entre religiões diversas em seus artigos.”
Cardoso - “Professor. Gostei de sua posição informativa contra o fanatismo em seus diversos artigos. Foi bastante explicativo e incisivo. Mas o senhor esta observando esta realidade em nossa sociedade atual?”
Roberto Bastos - “Alguma pergunta jovem Magalhães?”
<<Risos>>
Roberto Bastos - “Pela pergunta do senhor J.S.G., ou seja, primeiro os mais velhos.
<<Risos>>
Roberto Bastos - “Meu honrado senhor. Eu vi a necessidade de defender estes dois segmentos, pois ambos correm riscos. No caso da Wicca a execração e o descredito, em virtude de suas práticas mágicas. No caso dos ateus existe a incompreensão da sociedade, devido a necessidade de pessoas inteligentes e investigativas que nos levam a pensar e devido ao projeto de criminalização deste por parte dos fanáticos religiosos.” No caso do proselitismo é uma prática irritante e ignóbil de trazer uma pessoa para as suas hostes. As pessoas possuem o livre-arbítrio e todos nós devemos respeitar esta opinião e decisão dos outros.”
Magalhães - “É Justamente o que não encontramos hoje, professor Roberto.”
Carvalho – “Lamentável!”
J.S.G. - “Compreendi melhor agora! Obrigado!”
Roberto Bastos - “Sua resposta agora, senhorita Carvalho. Neste caso quem irá responder é Hipátia de Alexandria...”
Cardoso - “Grande filosofa!!!”
J.S.G. - “Shhiii! Falemos mais baixo, menina.”
Roberto Bastos - “Bom...ele disse uma vez: “Há mais coisas que nos unem, do que nos separam”. Sendo assim todas as religiões formam um grande mosaico de mistérios que nos fazem regressar a fonte primordial – o Inominável, o Tao, Deus, Universo, o Dharma.
Todas elas tem algo em comum e as pessoas não procuram ver isto.”
Cardoso – “O senhor parece costurar um colcha de retalhos em seu artigos.”
Magalhães - “Como o senhor disse o senhor esta montando um mosaico...não!!!na verdade o senhor esta nos avisando que existe um mosaico.”
J.S.G. - “Na verdade Magalhães, o professor esta tentando nos fazer pensar através de seus escritos e das idéias expostas pelos grandes mestres do passado.”
Roberto Bastos - “Quanto a pergunta da jovem efusiva e fã da Hipátia de Alexandria. Cardoso, infelizmente estamos observando o regresso de um fenômeno negativo no mundo atual e principalmente no Brasil, que é um país cristão, e Jesus Christos não foi um intolerante. Muitos não sabem, mas o episódio dos vendilhões do Templo de Jerusalém se deu em virtude de tais comerciantes, com respaldo dos sacerdotes, ocuparem o Átrio dos Gentios, um lugar de prece e oração dos não judeus, ou sejam os pagãos. Desta forma Jesus Christos defendeu o direito de oração dos outros.”
Almeida - “Sério?!?!? Mas, ninguém falou isto”.
Roberto Bastos – “O único que conheço que nos trouxe este conhecimento através de suas pesquisas investigativas foi o Padre Jean-Yves Leloup[1]. Ele fez estas pesquisas.”
Roberto Bastos - “Porém deturparam as palavras deste sábio de Nazaré. E durante o Séc. V d.C. Ocorreram perseguições aos pagãos, judeus, filósofos, cientista e outros segmentos cristãos esotéricos e gnósticos. E hoje se repete tudo de novo.”
Roberto Bastos - “Jovem Almeida, a sua pergunta foi interessante e talvez posso dizer que vou considerar como o ponto central de nosso encontro.”
Almeida - “Pois é, professor. Quando um jovem escolhe uma religião diferente dos demais da família parece que esta cometendo um crime. O senhor já passou por isso? Não passou? E como o jovem deve proceder?”
Roberto Bastos - “Quando um jovem opta por uma religião fora da tradição familiar isto gera um choque, que irá trazer em um momento não aceitação, frustração e medo do desconhecido. Sim, passei por isso. Para te ser sincero, aliás, sincero com todos vocês. Há três caminhos que um jovem pode seguir. O primeiro – mostrar a mudança através de um comportamento, melhorias no caráter e no humor, assim como na forma de ver a vida. Todas as instituições religiosas e seus lideres nos afirmam para agirmos desta forma, pois quando há mudança para melhor é percebido ocorrerá uma aceitação e admiração dos familiares com relação a pessoa ou jovem.”
Almeida e Carvalho - “E se isso não acontecer???”
Cardoso - “O senhor falou sem muita convicção, professor!”
Roberto Bastos - “Com certeza, pois uma coisa é aplicar este ensinamento exposto pelos sábios e seus seguidores, contudo existem pessoas ou grupos de pessoas que fazem de tudo para te demover de teu caminho, como um caranguejo que te puxa para baixo...”
J.S.G - <<Risos>>
Roberto Bastos - “O que te resta a fazer é, neste caso o segundo caminho, prosseguir no caminho que você escolheu sem se importar cm a opinião e com os ataques, pois estes devem te servir como pedra de toque para a lapidação de teu caráter. Contudo, me permitam falar a realidade é que as famílias, em geral, não aceitam as mudanças e o pioneiro ou o audaz é posto em um estado de ostracismo e prossegue em um caminho solitário. É a partir deste momento que ocorre a ruptura por ambos os lados, devido a não aceitação e da obstinação.”
<<Silêncio>>
Roberto Bastos - “A terceira via seria a capitulação, ou seja, abrir mão do caminho escolhido para viver uma harmonia fleumática...”
J.S.G - <<Risos>>. “Perdoe-me. Foi hilário”
Roberto Bastos - “Sem problemas...ou viver de forma mais secreta a sua espiritualidade.”
Magalhães – “Isto é um pouco triste, professor. O que devemos fazer, realmente?”
Roberto Bastos – “Bem, jovem Magalhães apresentei três vias do que podemos fazer, agora depende de cada um.”
Após este dialogo todos os participantes se despediram e rumaram para seus destinos. Entretanto fica uma mensagem clara para os leitores e leitoras do Gosto de Ler, a liberdade ou Livre Arbítrio tem um preço e nem sempre é muito fácil seguir o caminho que escolhemos, principalmente quando a família não apóia ou tolera parcialmente.
Notas e referencias bibliográficas:
[1] Jean-Yves Leloup – padre francês da Igreja Ortodoxa Grega, redescobridor e divulgador da meditação Hesicasta.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Entre Maya e Mamon (a ilusão do dinheiro)
Este artigo utiliza um conceito Judaico-cristão para falar sobre a Avareza (Mamon) e um conceito Indo-budista para falar sobre a Ilusão (Maya) e a relação entre o segundo e o primeiro neste processo triste de auto-escravidão.
A busca incessante por riqueza, prestígio e prazeres e o apego a estes fenômenos são fontes de sofrimento e de mazelas.
Os homens comuns presos a ilusão de riqueza e o amor ávido (paixão), os fazem buscar, de forma faminta e cega, pela conquista da riqueza e dos bens materiais insaciavelmente, sem consciência de seus atos, de seus pensamentos e das palavras. Focados em seus objetivos, sem medir causas e efeitos, sem visualizar as condições e as causas, ou seja, não observam o contexto e a conjuntura, tentando legitimar a velha retórica de que os “meios justificam os fins”.
Devemos entender que o dinheiro que entra em nosso bolso, e que conquistamos com o suor de nosso rosto, é uma energia atraída pelo desejo, pelo contexto trabalhista e pela Lei de Causa e Efeito. Porém, iludidos com a idéia do poder de compra que o dinheiro faz, somado a insaciabilidade e a inconseqüência, tornamo-nos escravos do consumismo exacerbado e sem limites. Observem que é necessário ter sabedoria e desapego para lidar com o dinheiro[1].
Assim como nos tornamos escravos de nossa avareza em desejar em ter mais em pouco tempo, da maneira mais fácil e sem doar uma parte dessa energia, não a fazendo circular, com medo de perder. É desta maneira que o apego aos bens materiais, a não contemplação dos ciclos de ascensão-apoteose-queda e a ausência do desapego nos escraviza à Roda de Samsara e ao sofrimento.
Maya Mamon
Toda a sociedade se tornou escrava de Maya (ilusão) e Mamon (avareza). Quando contemplamos esta realidade podemos exercer o desapego. Segundo o Buddha Shakyamuni que nos adverte e nos dá uma sugestão com relação a este problema: “A fadiga e os problemas do ciclo de nascimento e morte advêm da ganância e do desejo. Nutram poucos desejos, sejam receptivos e serão felizes em corpo e mente”[2].
Para sermos felizes não precisamos ser ricos e avarentos; podemos ser ricos e generosos. É a generosidade que nos leva à realizações sublimes[3].
E o dinheiro é a energia que nos possibilita a manutenção necessária para nossas vidas, porém sem apego[4].
Artigo escrito com a colaboração do jovem Sr. Anderson Roseti – Membro-obreiro da Assembléia de Deus.
Notas e referencias bibliograficas:
1 - HILTON, Susan - Feng Shui da Prosperidade - Rio deJaneiro: Bertrand Brasil - 2003 - pag. 37.
2 - YÜN, Hsing - Budismo Puro e Simples: Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres - Cótia: Cultural - 2003 - pág. 7.
3 - ROACH, (Gueshe) Michael - O Lapidador de Diamantes Estratégias de Buddha para gerenciar seus negócios e sua vida. -São Paulo: Gaya. 2007. pág 217.
4 - Idem - Idibem.
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