quinta-feira, 23 de abril de 2015

A metempsicose, ou o “Novo sexo dos anjos”, e o renascimento (reencarnação).

Uma antiga discussão, que hoje se torna motivo de perseguição e escárnio. Pois é um patrimônio espiritual dos seres sencientes.
O renascimento ou reencarnação é um patrimônio que ocorre com os seres viventes dos seis reinos existenciais. Mas, neste artigo abordaremos apenas dois reinos e a relação entre eles, pois estão próximos um do outro, são visíveis e palpáveis. Os reinos existenciais dos Animais e dos Humanos, sendo o primeiro, considerado como um plano de existência inferior, devido a sua carga de dor e limitação grande e visível, tornando-se um fato doloroso e pedagógico para os humanos, cujo reino é considerado superior, em virtude do livre-arbítrio, do posicionamento da consciência e da potencialidade de se iluminar alcançando o Nirvana.1
Porém, vamos observar a questão do renascimento (reencarnação), pois, este fenômeno, muito debatido, entre prós e contras a sua ocorrência e aqueles que têm uma perspectiva otimista e pessimista.2
Com isso podemos afirmar que a manifestação do renascimento se dá em virtude das causas e condições aglutinadas para esta ocorrência, pois, o ser humano é o agente e responsável por este fenômeno, graças a realização (consciente ou inconsciente) dos elos (Nidanas) através das três vias (pensamento, ação e palavra).3 Tudo o que os seres sencientes fazem tem efeito, porém, devemos ter consciência de tudo o que falamos, pensamos e fazemos. Entretanto, a nossa sociedade, notadamente a fluminense, atuais não incentivam a austeridade nas três vias e até a recrimina esta virtude e a noção de auto-controle civilizatório.4
Sendo o corpo (Soma ou Stula Sharira) perecível, pois quando se desgasta e a mente e o espírito o abandonam, pois estes são eternos, imortais e ligados aos planos sutis mais elevados.5 Mas como todos os seres sencientes geram elos que os prendem aMaya (ilusão) que age, justamente, na ideia dos apegos aos prazeres, aos medos, a ignorância e a repulsa da dor.6
Os seres sencientes se tornaram prisioneiros de suas ilusões e das emoções, que são causas e consequências. É neste ponto que retornamos as questões do renascimento e do meio. Sendo o primeiro uma manifestação dos apegos ou causa gerada pelos doze elos, realizados, em toda uma vida.
A partir do renascimento podemos destacar como um dos efeitos dentro dos elos, ou seja, o efeito de uma causa, que nos prende a uma roda sutil de existências conhecida com os nomes de Roda de Samsara, Roda do renascimento ou Roda das Almas (Guigul Neshamot) que denotam um ritmo natural da espiritualidade, observados pelos sábios de antanho e que afirmavam a responsabilidade dos homens por este ciclo.7
Dois grandes blocos...linhas...correntes religiosas, que abordam o renascimento ou reencarnação, como origem fenomenal da existência humana e animal e da manifestação da dor como foi abordado no artigo “Sobre o karma”.
Contudo, neste artigo vamos abordar as correntes cristãs (Espiritismo-cristão e a Igreja Católica Liberal – ICL8) e as tradições hindu-búdicas. Ambas as linhas abordam a reencarnação/renascimento como fatos fenomenológicos da existência cíclica, porém, o que as diferenciam são as abordagens referentes à metempsicose, pois o bloco cristão não concorda com a possibilidade de uma pessoa renascer como animal, em virtude da defesa de um progresso espiritual constante e contínuo do ser humano.
Desta forma as tradições cristãs discordam das “tradições orientais”, pois estas afirmam que os seres humanos podem, em virtude das causas cometidas, nascerem nos reinos inferiores. Porém, a metafísica oriental afirma a possibilidade de renascimento nos reinos superiores (humanos, Asuras – titãs ou anti-deuses – ouDevas (Deuses) ou em mundos mais felizes ou alcançarem o Nirvana e assim não mais renascerem e se integrarem com o Dharma.
Mas, quais são as bases para estas afirmações? Mais precisamente sobre a questão de renascer como animal ou mesmo não renascer?
Para as tradições orientais, cujas lógicas metafísicas se baseiam nas Filosofias de Mistérios iniciáticos, que afirmam a questão da causa e do efeito, ou seja, aonde colocamos nossas consciências (Antaskarana).
Podemos classificar os humanos em três categorias, através dos discursos doBuddha e do Bhaghavad Gita, ao abordarem aonde os homens aprisionados porMaya, colocam suas consciências.
Analisemos de cima para baixo. Os homens sábios e santos colocam suas consciências no mais elevado dos ideais e da sua psique – a Mente pura (Manas) e possuem uma chispa de intuição, além de vislumbrar a sua parte atmica (Vontade).9
Mais especificamente colocam suas consciências no caráter, a sua centelha divina, tais homens são classificados como Sattvas, iniciados, sábios, mestres e santos. Aqueles que transcenderam a personalidade e as amarras do mundo comum.10
Já os homens materialistas, céticos e intelectuais colocam suas consciências na Mente de desejos e organizativa (Kama-Manas).11 Sendo que nesta categoria de homens podemos identificar dois tipos de homens: os intelectuais e os materialistas, pessoas apegadas a matéria e aos fenômenos.
Segundo o Bhaghavad Gita, estes homens são chamados de Rajas, em virtude da posição de sua consciência nas questões deste mundo denso e ilusório, por isso ficam apegados ao mundo material e a intelectualidade vazia.12 Como foi explicado no artigo sobre “As inteligências”.13
Agora, observemos os homens comuns, a plebe, que posicionam suas consciências nas emoções (Linga Sharira) para baixo, vislumbrando apenas a mente de desejos de forma leviana, vivendo de forma instintiva e passiva (inerte)14. O Bhaghavad Gita os classificam como Tamas, por viverem de forma irracional, inconseqüente e seguirem seus instintos mais primitivos valorizando seus desejos desnecessários e se apegando as suas paixões.15
A identificação com as emoções é uma característica dos animais, que vivem de acordo com seus instintos primitivos,16 assim são estes homens tamásicos, que segundo um lamento proferido pelo mestre Paramahansa Yogananda, são homens que se identificam com a sua parte animal – as emoções.17
Logo, podemos chamá-los de homens-animais, por possuírem a forma humana, mas agem e se identificam com os animais. Que através destas causas lançam as sementes para renascerem como animais.
Pois como foi dito anteriormente os homens são responsáveis pelo fenômeno do renascimento, embora, os animais também tenham esta responsabilidade.
Entretanto, por darmos atenção ao Reino Humano ignoramos os demais reinos. E a discussão sobre a Mentempsicose nos parece infrutífera, em virtude da importância da divulgação referente ao renascimento(reencarnação) e o aproveitamento deste patrimônio para evoluirmos ou nos libertarmos desta Roda de Renascimentos – alcançar o Nirvana -, sempre cônscios da Lei de Causa e Efeito (Dharma) e de nossas ações (Karma), pois não somos crianças e devemos agir de forma madura, austera e responsável.
Notas e referências bibliográficas:
1YÜN, Hsing – Budismo: Conceitos fundamentais – Editora de Cultura, São Paulo – S.P. – 2005 – pág. 14. e LIVRAGA, Jorge Angel - Fundamentos da Teoria da Reencarnação – Nova Acrópole, Belo Horizonte – M.G. - 2009 – pág. 11.
2YÜN, Hsing – A Roda do Renascimento – Templo Zu Lai, Cotia – S.P. – 2004 – págs. 30 à 31.
3YÜN, Hsing – Budismo: Conceitos fundamentais – Editora de Cultura, São Paulo – S.P. – 2005 – pág. 47.
4YÜN, Hsing – Op. Cit. – págs. 08 e 09.
5LIVRAGA, Jorge Angel – Reflexões Filosóficas sobre a Vida e a Morte – Nova Acrópole, Belo Horizonte – M.G. - 2010 – págs. 07 à 10.
6GUZMÁN, Délia Steinberg – Os Jogos de Maya – Nova Acrópole, Belo Horizonte – M.G. - 2010 – págs. 23 e 24.
7SILVA, Severino Celestino da – Reencarnação no Novo Testamento (parte 2) –In Correio Espírita n° 112, Centro Cultural Correio Espírita, Niterói – R.J. - pág. 15.
8N. A. (Nota do Autor) – Esta é uma Igreja Católica que não obedece ao Vaticano, portanto não esta ligada ao Catolicismo Romano. Em virtude da Declaração de Utrecht de 1889. Este é um cristianismo Gnóstico. Verhttp://www.catolicaliberal.com.br/icl/playaudio.php?msg=103 acessado em 18/04/2015 às 14:07.
9LIVRAGA, Jorge Angel - Fundamentos da Teoria da Reencarnação – Nova Acrópole, Belo Horizonte – M.G. - 2009 – págs. 12 à 15. e Ver artigo: http://www.gostodeler.com.br/materia/18942/as_inteligencias.html
10BHAGHAVAD GITA – Editora Pensamento-Cultrix, São Paulo – S.P. - 2006 - págs. 156 à 160
11LIVRAGA, Jorge Angel - Fundamentos da Teoria da Reencarnação – Nova Acrópole, Belo Horizonte – M.G. - 2009 – págs. 12 à 15.
12BHAGHAVAD GITA – Editora Pensamento-Cultrix, São Paulo – S.P. - 2006 - págs. 156 à 160
13Ver artigo: http://www.gostodeler.com.br/materia/18942/as_inteligencias.html
14LIVRAGA, Jorge Angel - Fundamentos da Teoria da Reencarnação – Nova Acrópole, Belo Horizonte – M.G. - 2009 – págs. 12 à 15.
15BHAGHAVAD GITA – Editora Pensamento-Cultrix, São Paulo – S.P. - 2006 - págs. 156 à 160
16GUZMÁN, Délia Steinberg – Op. Cit. – Nova Acrópole, Belo Horizonte – M.G. - 2010 – pág. 35.
17YOGANANDA, Paramahansa – A Yoga de Jesus – Self-Realization Fellowshipi, São Paulo – S.P. - 2013 – pág. 57.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O Zen.

Neste presente artigo se faz uma exposição sobre o fenômeno da popularização da palavra “Zen” e esclarecer sobre o seu significado e o que realmente ele é.
Ch&39;an
Toda vez que ouvimos as expressões populares sobre o Zen[1] as tornam adjetivos pessoais. Como exemplos: “Fulano é zen”; “hoje meu marido está zen”. O zen desta forma se tornou um adjetivo de tranqüilidade, embora a palavra tem uma relação com este estado mental, mas que não está submetido aos fatores externos.
A origem da palavra Zen, ligada ao Budismo, pois faz parte dos ensinamentos do Buddha, vem de Zen-na, de origem japonesa, em virtude da chegada do budismo no Japão, pois a Escola que havia entrado se chamava de Ch’ an, de Ch’an-na, de origem chinesa, esta expressão era oriunda da palavra sânscrita Dhyana, que sugnificava “Concentração Tranqüila”, uma ferramenta exposta pelo Buddha Shakyamuni (Siddartha Gautama), ao passar um ensinamento silencioso, do qual ele levantou uma flor com a mão e a sustentou, seus discípulos não compreenderam este ensino, apenas Mahakashyapa o compreendeu e expôs o ensino compreendido[2].
Orquídea
Sendo assim, o Dhyana (Zen) é um ensino que expõe a vacuidade (Sunyata) em todos fenômenos da Vida, o comportamento da mente, a observação da Gênese Condicionada e a aplicação de uma concentração tranqüila nas tarefas cotidianas[3], tal método é desprezado e escarnecido pelos homens ocidentais contemporâneos (bárbaros).

Desta forma o Dhyana é parte da vida cotidiana, ou seja, estarmos presentes de forma fluídica, contínua e tranqüila, concentrados e atentos a fim de controlarmos os nossos instintos e seguirmos os nossos dharmas e, juntamente a este método, respondermos as perguntas de nossos pequenos mistérios: Quem somos? De onde viemos? Para aonde vamos? Cada homem e mulher deste planeta responderão para si mesmos a estas perguntas e realizar sua jornada[4].

A popularização do Zen (Dhyana) se deu em virtude do I Parlamento das Grandes Religiões, em Chicago no ano de 1893, do qual a única Escola budista que aceitou o convite foi a Escola japonesa Rinzai (uma escola zen)[5], embora a chegada do Budismo em terras ocidentais se deu nos meados do Séc. XIX, ocorrendo conversões de proeminentes figuras da sociedade estadunidense, como o militar e jornalista Henry Steel Olcott, co-fundador da Sociedade Teosofica em New York[6].

Coronel Henry Steel OlcottCoronel Olcott e monge singalêsI Parlamento das Grandes Religiões, Chicago - 1893

Voltemos as nossas atenções ao I Parlamento de 1893, sendo a Escola Rinzai a se promover, apesar de não ter apoio institucional, além de serem sobrepujados pela presença do Swami Vivekananda (hinduísta), cuja presença era ansiosamente esperada, conseguiram lançar suas sementes em terras ocidentais, pois até hoje a escola budista mais conhecida pelos ocidentais é o Zen (Dhyana) [7]. Tanto de forma mítica, como filosófica, passando pelas formas artísticas da Literatura (caligrafia, Haicai – poemas naturalistas,que valoriza a concisão e a objetividade -, Koans – contos paradoxais)[8] e das artes plásticas (Sumi-ê – desenhos paisagísticos  ou natureza morta, que refletem a calma  e a reflexão, feitas em tinta nanquim)[9].
Meditação
Sendo assim, o Dhyana ou o Zen é um método exposto pelo Buddha Shakyamuni, que utiliza a meditação Samartha, a fim de conduzir as mentes humanas à tranqüilidade e conseqüente concentração e auto-conhecimento. E não é um termo vulgar que adjetiva as pessoas tranqüilas e focadas[10].

Notas e referências bibliograficas:

[1] O Zen está contido dentro da corrente Mahayana (grande Veículo). STODARTT, William - O Budismo ao seu Alcance – Editora Nova Era – Rio de Janeiro – R.J. 2001 – Pág. 32.
[2] YÜN, Hsing – A Essência do Ch’an – Templo Zu Lai – Cotia – S.P. 2003 – Pág. 06.
[3] Uma das escrituras budistas que faz referências a vacuidade e o relaciona com o Dhyana é o Sutra do Coração da Sabedoria (Prajna Paramita Hradya Sutra). Expondo o verdadeiro aspecto comportamental da mente perante os fenômenos da mente e o verdadeiro caminho para a libertação das Ilusões (Maya).
[4] YÜN, Hsing – Histórias Ch’an – Editora Shakti – São Paulo – S.P. 2000 – Págs. 09 à 11.
[5] PEREIRA, Ronan Alves – O Budismo Japonês: sua história, modernização e transnacionalização  – Artigo disponível na Reviste Eletrônica de Religiões (REVER) da PUC-SP – São Paulo – S.P. 2004 – Págs. 18 e 19.
[6] Ver em http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o_nos_Estados_UnidosBudismo. Acessado em 17 de novembro de 2013 às 17:59.
[7] PEREIRA, Ronan Alves – Op.Cit  – Págs. 19 e 20.
[8] Todas as artes literárias sofreram influência profunda pelo Zen, a fim de despertar o caminho da iluminação pela beleza reflexiva das palavras.
[9] Assim como as artes literárias  a arte plástica da pintura paisagística foi influenciada pelo Zen-budismo com a mesma finalidade, porém com o diferencial do recurso visual.
[10] GOLDSTEIN, Joseph - DHARMA: O Caminho da libertação: O Nascente Budismo Ocidental – Editora Bertrand Brasil – Rio de Janeiro – R.J. 2004 – Págs. 97 e 98.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Karma e nossos filhos.


“Não pedi para vir ao mundo!!!” - palavras de um jovem pirracento.

 Toda vez que uma criança nasce com alguma problema ou com enfermidades nos apiedamos da situação, com pouca solidariedade. Esta também é a primeira atitude dos pais.
Desta maneira, honrado (a) leitor (a), nos acorrentamos numa cadeia cíclica de sentimentos e ações. Pois, o correto seria nos solidarizarmos sem o peso da cultura do “coitado”. DE acordo com a razão e a Justiça o fato de uma criança nascer com os entraves existenciais ou com perfeição, mas munido de angústia são sintomas de um efeito sendo colhido, em virtude de ações semeadoras de um passado ou existência anterior.

Sendo assim, este processo se dá por causa de nossos apegos, gerados em doze elos (Nidanas) realizados pelas ações do pensamento, da fala e do corpo, principalmente através do apego as sensações e das ações cometidas, que semeiam outras causas e condições para gerarem efeitos.
Quando todas as condições para se manifestam e se aglutinam fica propício a manifestação do efeito semeado, porém, este efeito lança uma nova causa, gerando assim um círculo, uma cadeia de fenômenos que recusamos a manifestação, que como consequência causa mais angústia e dor.

Os pais que aceitaram a chegada dos filhos com entraves psicossomáticos kármicos, precisam ter em mente que o aceitaram com a missão de amenizar as dores existenciais a fim de proporcionar o resgate kármico através da compaixão. Embora, existam casos de pais com filhos dementes que causam mais dores e sofrimentos aos genitores e como consequência desgastes, tal fato expressa o Karma de todos os envolvidos nesta trama. Pois, como foi explicado no artigo “Sobre o Karma” este pode ser tanto uma missão como uma forma de colheita das ações.
Depois de explicarmos sobre o Karma de criança com deficiências físicas e mentais, concentremos o nosso olhar aos filhos sem aqueles entraves, mas que despejam suas angústias e frustrações ligadas aos desejos materiais e sentimentos desnecessários, que “sofrem” por não terem seus desejos atendidos e se “revoltam” por suas condições existenciais exibindo arrogâncias, pirraças e “rebeldias”.

Tal juventude não possui as entraves kármicas do corpo e da mente, muitas vezes não possuem os entraves financeiros, mais graves. Embora sejam afortunados ainda assim sofrem por não terem suas fomes materiais saciadas e nem tão pouco suas angustias existências aplacadas, pois se recusam a compreender a importância do desapego, causando muitas vezes desconforto emocional aos seus genitores, através de suas rebeldias e pirraças despejadas as pessoas ao seu redor, culpando-as de sua “dramática” existência.
É a partir deste ponto que podemos responder a retórica transcrita na apresentação deste artigo, em que a maioria dos jovens alegam que “não pediram para vir ao mundo”, pois não pediram, mas imploraram e criaram elos (Nidanas) que os acorrentaram ao mundo material, transitório e ilusório. E continuam gerando estes grilhões que os acorrentam, através de suas rebeldias e leviandades tirânicas.

Desta forma o Karma se manifesta tanto em pequenas coisas como nos entraves do corpo (Soma) como da mente (psique), passando pelos entraves financeiros e sociais e compete aos pais transmitir sabedoria, força e moralidade aos filhos a fim de lapidar o caráter destes jovens aprendizes.
Portanto, ao jovem que alegou não pedir para nascer e aos pais e familiares de crianças enfermas, não chorem e nem se lamentem, pois estes fenômenos fazem parte da vida.


* Este artigo é dedicado a professora Eneida Carnaval e sua filha Claudia, a minha esposa, minha sogra e ao meu filho, por estas famílias que transcenderam os entraves das doenças e que continuam lutando.

sábado, 28 de junho de 2014

A questão dos benefícios no Budismo.

Em resposta aos que perguntaram sobre quais são os benefícios no Budismo ou o que a prática nesta fé pode trazer.
Roda do Dharma


A fim de esclarecer aos consulentes sobre o Dharma e a prática para alcançá-lo, ou seja, o que significa o conceito de benefício e quais são os verdadeiros benefícios das práticas no Budismo.
Benefícios significam méritos coletados de ações (Karma) positivas desfrutadas pelos homens em uma ou várias vidas. Porém os homens contemporâneos os confundem com a aquisição de bens materiais (posses), a satisfação dos sentidos (prazeres sensoriais, momentâneos e exagerados), o despertar dos poderes paranormais e sobrenaturais (magia ou pequenas virtudes), cura de doenças ou efeitos físicos ou a eminência da morte, o que gera como conseqüências o apego à vida e o medo da morte.
Orquídea
Os benefícios relacionados às práticas expostas pelos ensinamentos do Budha Shakyamuni são o autoconhecimento, a compaixão e o despertar das seis virtudes (paramitas)[1] – generosidade, moralidade, sabedoria prajna, paciência, diligência e concentração - e compreensão, contemplação e plena atenção aos fenômenos (internos e externos). Sendo assim, os legados mais importantes deixado pelo Buddha foram a moralidade e a sabedoria, como caminhos para a plenitude da vida e como comunhão com a essência mais sagrada da vida. Assim como fez Jesus Christos que se empenhou em ensinar os homens de sua época e de seu país, os caminhos da moralidade e do respeito, através das contemplações metafísicas das práticas dos Essênios[2] e das austeridades estóicas[3].
Os Essênios e Jesus Christos
Porém, os homens comuns se atentam para as virtudes menores, ou seja, os poderes psíquicos e mágicos e os resultados de curto prazo ligados aos valores materiais e aos sentimentos desnecessários, assim como, a valorização da avareza, da vaidade, da quantidade e do desdém aos demais. Características, estas, defendidas e vociferadas pelos adeptos da Teologia da Prosperidade e do Budismo de Resultados, como valores para “a satisfação e a glória pessoais” e sinais de “bênçãos” e “salvações”.
Mas o papel fundamental dos ensinos expostos pelos avatares eram a plenitude da vida, a temporaneidade (impermanência) e as ferramentas importantes para atingirmos/despertarmos as nossas sabedorias e as comunhões com o Dharma contido em nossas essências e em nosso caráter.
Meditação
Pois como o Buddha havia exposto, aqueles que controlam seus desejos e as suas mentes alcançam as suas verdadeiras auto-realições, diminui as dores e as amarras de suas Rodas de Sansara[4].
Desta forma os ensinos expostos têm o objetivo de religar os homens aos seus lados mais sagrados e a viverem livres de desejos, das ilusões e dos apegos. Mas que os homens comuns, a plebe, a fim de manter seu apego às ilusões, as paixões intensas e aos valores efêmeros, desprezam esta proposta e buscam a anistia, através da retórica vazia e de uma atitude momentânea e teatralizada, uma falsa moral, da qual ele exige do outro, porém se atenta para a “espetacularização da fé”, gerando assim desonestidade intelectual e social e, conseqüentemente, aprofundando suas amarras kármicas[5].
Sábios e o Dharma


Notas e referências bibliograficas:
[1] YÜN, Hsing – Budismo: conceitos fundamentais – Editora Cultura - São Paulo – S.P. – 2005 – págs. 106 à 107.
[2] Os Essênios foram uma sociedade secreta de homens reclusos dedicados aos estudos esotéricos e metafísicos, considerados como um braço judaico das Ordens Esotéricas do Egito, que por sua vez eles transmitiram seus ensinos à Jesus Christos e aos seus discípulos de confiança. Foram registrados nos Manuscritos do Mar Morto. LEWIS, H. Spencer – As Doutrinas Secretas de Jesus – Grande Loja do Brasil – 1998 – pág. 17, MEUROIS-GIVAUDAN, Anne e Daniel – O Caminho dos Essênios: A vida oculta de Cristo relembrada– Editora Objetiva - pág. 119 e TARNAS, Richard – A Epopéia do Pensamento Ocidental – Bertrand Brasil – Rio de Janeiro – R.J. – 2008 – págs. 161 e 162.
[3] Segundo os historiadores cristãos e historiadores da filosofia o Estoicismo foi o elemento helenístico que influenciou a moralidade cristã e prática da austeridade no cotidiano. TARNAS, Richard – Op. Cit– págs. 119, 137 e 162 e . MARCONDES, Danilo – Iniciação à História da Filosofia: dos pré-socráticos à Wittgenstein– Editora Jorge Zahar – Rio de Janeiro – R.J. – 2010 – pág. 92.
[4] Darmapada:Adoutrina budista em versos – L&PM Editores – Poto Alegre – R.S. – 2009 – págs. 111 à 115 e YÜN, Hsing – Budismo Puro e Simples: Comentário sobre o Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres – Editora Cultura - São Paulo – S.P. – 2002 – págs. 08, 51 à 53.
[5] LIVRAGA, Jorge Angel – O Alquimista: A trilha de um jovem nas ciências ocultas – Editora Nova Acropole - Brasília – D.F. – 2010 – pág. 162.

Fé, fanatismo e convicção no cenário atual. - Apesar de vivermos em uma sociedade multicultural e com várias religiões assistimos horrorizados o fenômeno cíclico do fanatismo.

Símbolos religiosos

No cenário atual, pelo menos no Brasil, a religião ou as religiosidades estão em evidência no panorama cultural. Porém as pessoas demonstram um descontentamento com as religiões em virtude das atitudes erradas e das deturpações dos conceitos originais que compõe a Religião.
Vivemos em um país que tem uma pluralidade de religiões, que buscam através de suas mensagens conectarem os homens com o divino, ou seja, sua natureza sagrada e elevada. E através destas mensagens ocorre a manifestação da fé.
Fé é acreditar em algo ou em alguma coisa e torna-se o veículo que liga os seres humanos com a centelha divina, que habita em cada um dos homens, ou seja, sua essência sagrada.
A fé é um fenômeno subjetivo que pode ser explica através da psicologia, sociologia, História Cultural e pelo Estudo Comparado das religiões.
Flôr de pessegueiro
O estudo das doutrinas e o Estudo Comparado das religiões são investigações realizadas pelos discípulos ou iniciados a fim de compreender a fé e consolida-la dentro de si, adquirindo de forma racional, intuitiva e civilizatória, a Convicção.
Ter convicção é estar seguro do caminho a ser percorrido, sempre de forma clara, calma, pacífica e tolerante. Pois o convicto tolera as diferenças aceitando-as de forma sábia, pois compreende os outros e respeita os ritmos, os espaços e as opiniões alheias.
Buddha Shakyamuni
O Buddha Shakyamuni, através de seus discursos, incentivava os discípulos e seguidores a testarem à veracidade dos ensinos pregados por ele, ou seja, os seus discípulos deveriam investigar a aplicação e as verdades daquilo o que estava sendo pregado. Assim como, solicitava aos discípulos a valorizarem os Dharmas expostos em outras linhas de pensamento.
Quem tem Convicção respeita a liberdade religiosa e agrega os ensinos bons a sua vida. Ao passo que o fanatismo, que é a raiz da tirania e da intolerância, se torna um ataque à civilização, à convivência e uma aberração aos ensinamentos expostos pelos sábios e pelos Avatares.
Liberdade religiosaAvatares
Para o fanático não há outra opinião que não a dele, torna-se impossível manter um dialogo com um fanático, pois discursa em alto volume os seus “conceitos” e escarnecendo dos seus debatentes, ou seja, não existe o dialogo, mas dois monólogos ou a imposição de idéias.
O fanático é o fruto da imposição de doutrinas deturpadas e simplificadas, somadas à castração dos processos investigativos, à ignorância, medo e preguiça mental. Dentro do fanatismo não ocorre à investigação, pois se incentiva o pouco raciocínio e o afloramento das paixões. Em virtude desses fatores muitos crimes, excomunhões, execrações, desrespeitos e escárnios são cometidos.
FanatismoVítima da intolerância religiosa
E no cenário multi-religioso tem ocorrido o fanatismo devido à ignorância e aos pensamentos tortuosos dos povos do Brasil. Porém, este fenômeno é cíclico e já ocorreu outras vezes. A única saída é buscarmos a convicção e a tolerância. Como disse uma vez no filme Ágora2: “Há mais coisas que nos une, do que nos separam”3.
Assassinato de Hipátia

Notas e referências: 
1 - Avatar (sanscrito) - Descido dos Céus.
2 - Filme de Alejandro Amenabar (2010), veio para o Brasil com otítulo de Alexandria.
3 - Frase extraída do Filme Ágora e atribuida a Hipátia de Alexandria.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ateísmo: Uma discussão analítica sincera.

Analisemos o ateísmo como um fenômeno sócio filosófico e sejamos justos com a posição ideológica dos ateus, pois eles são necessários.  
 
O ateísmo é a descrença em Deus ou Deuses e até em sistemas religiosos ou doutrinas. Sendo, os ateus,considerados como aberrações biológicas e hereges desafiadores e desrespeitosos, em virtude de suas posições e opiniões.
Os ateus são pessoas como nós e como todo mundo, diferentes, pois apresentam uma racionalidade mais aguçada que as demais pessoas. Podemos considerar este racionalismo agudo como uma virtude que impulsiona a prática da investigação filosófico-científica.
Contudo esta investigação se apresenta comum grau significativo de falhas, em virtude da ausência de comparação nos processos de pesquisa. Sendo que os fanáticos e os fundamentalistas1, também não o fazem. Aliás, a comparação é uma heresia mortal para os fanáticos e a investigação, para eles, precisa ser superficial, irreflexiva e legitimadora dos desvios morais, intelectuais e discursivos.
Retornemos as nossas atenções sobre os ateus e o ateísmo, por refutarem as crenças, opiniões e teorias abstratas, assim como, as ações e os discursos contraditórios de crentes e fanáticos religiosos, atraíram para ele rivalidades que beiram a Santa Inquisição.
O ateísmo foi uma ideia formada entre os Séculos VI a.C e V a.C pelas escolasSankhya, Mimansa e Carvakas2 e por Diágoras3, esta ideia foi tomando força devido a separação da ciência com a religião, fornecendo através de seus métodos investigativos, o fermento para suas bases, ou seja, a ciência deu as bases concretas materiais e filosóficas para refutarem as doutrinas religiosas.
Porém, a atitude cética dos ateus os afastou de seu lado mais intuitivo e metafísico, aproximando-os do materialismo radical e do hedonismo4 aprisionando-os nas redes deMaya (ilusão).
Desta forma o ateísmo tomou força desde a antiguidade, saltando para o Renascimento, passando pelo Iluminismo e o Séc. XIX, com a Teoria do Evolucionismo, o uso indiscriminado da tecnologia e a fé inabalável na Ciência, mas a parte intuitiva e metafísica ficaram atrofiadas e sua visão de mundo resumiu-se aos fenômenos físicos, químicos e comportamentos básicos (instintivos) por parte do mundo e dos outros.
Entretanto célebres ateus, como o filosofo suíço Alain de Botton, o escritor Estadunidense Chris Stedman e o professor de Ciência Política Peter Steinberger, propõem um diálogo e posturas condizentes a fim de reforçar a posição dos ateus e do ateísmo em uma sociedade plural e livre, assim como assegurar as conquistas das Ciências nos campos da Natureza e uma aceitação maior pela diversificação de ideias e liberdade de expressão5.
Embora os ateus sejam grandes opositores das Religiões, religiosos e místicos iniciáticos, a posição deles já foi muito grande nas sociedades atuais, se tornaram importantes e necessárias, pois a função da oposição é esta: apontar e expor os erros e contradições, gerando um feedback e um postura de mudança nos atos6. Pois, a refutação é importante para os religiosos e místicos passarem a utilizar a razão, a investigação e a comparação analítica sem abandonar a fé e a sua essência intuitiva.
O ateísmo se tornou necessário para a sociedade e o seu crescimento civilizatório, porém se faz necessário abraçar e conhecer seus lados intuitivos e metafísicos sem abandonar o seu racionalismo cético que o leva a investigação.
Portanto ateus e agnósticos são pessoas que compõem o mosaico de ideias na sociedade, contribuindo com o diálogo e o progresso, pois devido as suas posturas racionais e abertas, com eles existe o diálogo, ao contrário dos fanáticos e fundamentalistas.
Notas e referências bibliográficas:
1N.A. (Nota do Autor) – Neste caso utilizaremos o termo “fundamentalista” como referencia aos adeptos que utilizam interpretações literais de suas doutrinas.
2N.A. - Escolas filosóficas védicas que rejeitavam a ideia de divindade, sendo aCarvakas mais materialista de todas.
3N.A. - Poeta e sofista grego manifestou-se contra a religião grega e os Mistérios Elêusinos.
4Hedonismo – Teoria filosófico moral que afirmava que o Prazer é o bem supremo da humanidade. Foi criado por Aristipo de Cirene ( C.435 – 335 a.C.), na Grécia. Ver MARCONDES, Danilo – Introdução a História da Filosofia: dos Pré- Socráticos a Wittengeistein – Editora Zahar – Rio de Janeiro – R.J. - Págs. 53 a 54. e TARNAS, Richard – A Epopeia do Pensamento Ocidental – Bertrand Brasil – Rio de Janeiro – R.J. - pág. 123.
5PONTES, Felipe e VENTICINQUE, Danilo – O Ateísmo “Paz e Amor” - In Revista Época nº 798 – Editora Globo – São Paulo – S.P. - págs. 58 e 60.
6COUTO, Ronaldo Costa – História Indiscreta da Ditadura e da Abertura– Brasil: 1964-1985 – Record –Rio de Janeiro – 2003– pág. 58.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Considerações sobre o batismo e as iniciações pueris.

Pode uma criança ser iniciada antes dos sete anos de idade? Abordamos esta questão através do Estudo comparado, da antropologia e da psicologia Jungiana.
Quando uma criança nasce a quarta preocupação da família1 e, às vezes, dos pais é batizar o recém-nascido. Precisamos entender que o batismo é um rito de passagem. E todo rito de passagem é um processo mítico e místico de transição de um arquétipo, neste caso específico, infantil para um arquétipo da maturidade ligado a espiritualidade, como nos explicava Carl G. Jung.
Sendo um rito de passagem ligado a transição de arquétipos interiores se faz necessário a consciência do ato, ou seja, a pessoa tem que desejar e merecer este tipo de iniciação. Pois ela será colocada de frente com um conjunto de ensinos, ferramentas e contatos que o levarão aos caminhos evolutivos da espiritualidade e ao conhecimento de mistérios, que necessita de maturidade para ingressar na senda.
Não utilizando a consciência (maturidade) fica inviável a iniciação a uma criança, pois do seu nascimento até os sete anos o infante conhece o seu próprio corpo e o explora. Nos anos posteriores conhecerá, se identificará e utilizará os seus níveis de Energia Vital (Chi ou Prana2), emocionais e uma parte de sua mente3.
Bambu
A partir da atualização parcial de sua mente, entre os 21 à 28 anos ou período pré-vestibular e testes vocacionais, é que podemos colocar e confortar o jovem com o processo de iniciação a fim de transformar sua Criança-espiritual em oMago ou a Mulher Sacerdotisa4, antes disso o inserimos nas doutrinas de forma didática e quase superficial no intuito de ligá-lo a seu Dharma e moldar o seu caráter.
Algum tempo atrás o batismo havia se tornado uma formalidade para atender a aceitação de uma criança ou uma pessoa nos meios sociais, colocá-la em uma rede de proteção – este motivo tinha o objetivo de inseri-lo em um processo de proteções diversas, esta prática foi largamente utilizada no período colonial no Brasil até os dias de hoje, principalmente no Nepotismo político ou corporativismo institucional-religioso – evitar traumas psicológicos na criança, “purificar” a criança do pecado dos pais (a concepção) e proteger a criança dos Males noturnos.
Nepotismo
Desta forma o rito do batismo se tornou exotérico, vazio, em virtude dos motivos supracitados. Para Paramahansa Yogananda, o Batismo é uma prática de comunhão com Deus e que para sua realização o postulante ou neófito precisa cônscio de sua inserção no Mistério que se apresentará5.
Atualmente, este rito de passagem esta cada vez mais vazio, ou seja, mais exotérico do que esotérico, atendendo apenas formalidades mundanas e supersticiosas. O que levará o jovem ao questionamento da doutrina em que foi colocado e não foi trabalhado em seu processo de aprendizagem e despertar. Que por sua vez poderá cair no intelectualismo vazio ou nos caminhos mais sombrios de suas jornadas ou no materialismo e hedonismo.
Entre tantas doutrinas religiosas, que não realizam a iniciação pueril, por não ter esta prática, respeitando a liberdade religiosa e compreender os ritmos da Vida, do homem, do Universo e da Natureza. A Wicca, tem um ritual que atende a necessidade de unção de benção, com proteções e o despertar das virtudes latentes através do ato de ungir a criança com óleos essenciais, ligados as virtudes e potências do recém-nascido, lógico que posteriormente irá exigir o trabalho educacional do pais e do Karma da criança.
WiccaAncestralidade indígena
Destacamos, também neste presente artigo, as iniciações pueris dos índios, em que eles apresentam seus filhos recém-nascidos aos Espíritos Ancestrais. Promovendo desta forma um encontro entre gerações desencarnadas com as reencarnadas e iniciando o infante nos caminhos da ancestralidade e nos pequenos mistérios da Família de forma intuitiva.
Estes rituais propostos pela Wicca e pelos índios parecem ser mais coerentes e sinceros para as crianças. E isto é um assunto para se refletir honrados leitores.
A Iniciada
Notas:
1N.A. (nota do Autor) - As três primeiras são o sexo, o nome e o registro.
2N.A – Chi (chinês) Prana (sanscrito) – significam a energia vital tanto da pessoa quanto do Universo.
3N.A. - Esta parte da mente voltada as questões do mundo material-objetivo e concreto, ou seja ligada ao desejo, que os orientais à chamam de Kama-Manas, que não é Manas (a Mente) pura.
4N.A. - Tais arquétipos foram proposições de Carl G. Jung em suas analises.
5Ver em YOGANANDA, Paramahansa – A Yoga de Jesus Cristo.